Quinta-feira, 5 de Setembro de 2013

Algumas páginas do Sermão da Montanha de Tomás da Fonseca

 

Página 360: «...o protestantismo é a religião católica reformada. Não quer isso dizer que seja boa, porque não pode haver religiões boas. Dizer-se que uma religião é boa, equivale a proclamar os benefícios do cancro, as vantagens da varíola ou os confortos da sífilis. O que todavia quero dizer acerca da religião protestante é que é menos má. E é menos má porque foi expurgada dum grande número de abusos, intolerâncias e absurdos. Lutero e seus discípulos fizeram ao cristianismo o mesmo que fazemos às árvores que caducam: podaram-no, fizeram-lhe raspagens, procuraram limpá-lo. Curaram-no? Não, apenas lhe tiraram alguns dos parasitas que roíam a sua decrepitude, a fim de o poderem conservar mais algum tempo. Assim, por exemplo, desfizeram-no dos santos, amputaram-lhe a missa, desafogaram-no dos cardeais, chegando mesmo a extrair-lhe essa grande verruga que o tem cada vez mais canceroso: o pontífice romano, com a sua corte e o seu sacro colégio, a sua infalibilidade. Eles não têm os sacramentos católicos, não observam o celibato dos pastores, não crêem na substanciação, não reconhecem a existência do Purgatório, não querem ofícios nem indulgências; não têm latim, nem confissão, não usam bulas e, sobretudo, não resgatam as almas por dinheiro, pois a isso se opõe a Bíblia, que eles consideram como seu guia principal e único.

Por aqui já podem ver que é uma religião um pouco mais leve para o povo. Sobretudo mais humana, tanto para os que a seguem como para os que a pregam. A sua condição primeira é que cada um tenha e saiba ler a Bíblia. Mas para que se saiba ler a Bíblia, o que é preciso? Ter aprendido a ler. Pois é o que fazem: o bom protestante é obrigado a saber ler. Eles próprios se comprometem a ensinar todo aquele que os procure. Ao contrário do que manda a Madre Igreja, que só prega a revelação e a fé. Só o latim da missa, mas esse mesmo baixinho, para que ninguém ouça nem saiba o que se diz. Posto isto, que direis se eu vos provar que quanto menos religião tiver o povo, mais progresso e felicidade sentirá?...»

 

Página 362: «...A verdade completa, doa a quem doer. Comecemos pelas estatísticas oficiais. O resumo que delas vou apresentar não é recente mas, embora colhido em antigos boletins, assim nos serve ainda melhor do que se fosse tirado dos últimos publicados, porque são estatísticas do tempo em que o papado regia ainda os seus estados e as comunidades religiosas gozavam de todas as regalias. Por elas se vê que, de 1841 a 1851, houve na protestante Inglaterra, em média anual, 4 assassinatos por cada milhão de habitantes, ao passo que na católica Irlanda esse número excedeu a 33. Na Bélgica, nação católica, mas centro admirável de livre-pensamento, com escolas laicas e universidades livres, dirigidas por livres-pensadores, anarquistas, ateus e protestantes, esse número baixou para 18 (relatório de 1852). A França, igualmente católica, embora também cheia de dissidentes, mas com um operariado menos culto e pior organizado do que o da Bélgica, dá já um contingente de 31 homicídios (Estatística de 1851). A Áustria, talvez a mais católica das nações, depois da Espanha, apresenta logo um contingente de 36. E a Baviera, mais católica ainda, contribui para a hecatombe com 68 assassinatos. Da Espanha não possuímos relatório algum oficial, mas cálculos têm sido feitos, sobre documentos respeitantes À criminalidade naquele país, que dão para o homicídio a verba monstruosa de 250 por milhão, anualmente. Agora a Itália, país católico por excelência, onde assiste o representante de Cristo e onde, ao tempo do relatório que me serve de guia (1848), não havia ainda quem fizesse sombra à marcha dos negócios eclesiásticos, pois só 22 anos depois é que o papa deixou de ser rei de Roma. Dividindo por províncias, temos: na Sardenha, 20 crimes de morte por milhão; na Lombada, 45; na Toscada, 56; nos estados pontifícios (estamos ainda 24 anos antes das invasões de Garibalda) 143; na Sicília da Máfia, 190; em Nápoles, 174; e assim por diante. Isto na terra dos cardeais, onde nesse tempo ainda havia conventos como entre nós há capelas; terra que por isso mesmo tinha obrigação de ser um modelo de santidade! Acontece isto na terra dos grandes santuários, das magníficas catedrais, onde os milagres se dão todos os dias. Isto onde os padres, frades e freiras atingiam, nesse tempo, o número de 120.000. Só na cidade de Assis havia 12 conventos; em Foligno, 12 de frades e 12 de freiras; em Spoleto, 22; em Terni, 5; em Norni, 5 de freiras e 7 de monges; em Perugia, 34 pelo menos. Em Roma então era uma farra: 74 conventos de frades e 50 de freiras. Pois bem, é precisamente neste distrito da piedade e do milagre que os homicídios chegam a 115 por cada milhão de católicos. Em Nápoles e na Sicília havia 15.455 frades e 13.000 freiras, número que não se encontrava em qualquer outro país. Também em país nenhum do mundo os crimes se multiplicavam como lá, sobretudo os homicídios. Esta mesma proporção se mantém em todos os outros ramos da criminalidade.

 

Página 364: «...Vejamos agora se o desenvolvimento intelectual e o progresso acompanham a mesma escala. Primeiro, em povos com a mesma origem, para que não se diga que é uma questão de raças. ‘Está admitido, diz o Professor belga Emile de Laveleye, que os escoceses e os irlandeses têm a mesma origem. Uns e outros foram submetidos aos ingleses. Até ao século XVI, a Irlanda era muito mais civilizada que a Escócia. A fértil Eire foi, durante a primeira metade da Idade Média, um dos focos de civilização, quando a Escócia não passava dum covil de bárbaros. Desde que os escoceses adotaram a reforma religiosa protestante, ultrapassaram até os ingleses. O clima e a Natureza opõem-se a que a Escócia seja rica como a Inglaterra; contudo, Macamby prova que, desde o séc. XVII, os escoceses sobrepujaram os ingleses em quase tudo. A Irlanda, pelo contrário, dedicada ao seu ultramontanismo (doutrina da ligação com o papado), fica pobre, miserável, agitada pelo espírito de rebelião e parece incapaz de se tornar a levantar por suas próprias mãos´. O mesmo autor nota ainda o contraste que se observa na própria Irlanda, entre o Connaught, exclusivamente católico e o Ulster, onde domina o protestantismo. O Ulster é rico pela indústria. Connaught apresenta a imagem da miséria humana mais completa. Mas tal fato dar-se-á apenas nestes povos? Não. Basta que olhemos as duas Américas. Ao norte, os Estados Unidos fulgem entre o maior esplendor: grandeza, ordem, civilização. Voltando os olhos para o Sul, vemos a decadência e as guerras intestinas, o atraso moral e social, acompanhados com abusos e dificuldades de toda a ordem. É porque ao norte o povo é protestante, indiferente ou ateu, e, ao sul, católico-romano, com a intolerância própria do ultramontanismo. E este fenómeno singular não é de sangue, como vimos. Também não é de clima, nem de raça, como vamos provar. Na Suíça, os cantões de Lucerna, Alto-Valois e os florestais diferem inteiramente dos de Neufchatel, Vaud e Genebra. Os últimos sobrepujam em tudo os primeiros: na instrução, na literatura, nas belas-artes, na indústria, no comércio, na riqueza, no asseio, etc. Agora a pergunta: a que raça pertencem os primeiros? À germânica. Que religião professam? O catolicismo. E os outros referidos cantões que tanto diferem pelo seu progresso e cultura, são de raça latina e professam o protestantismo. O culto, pois, e não a origem racial, é a causa da superioridade ou decadência do povo. Se olharmos agora para o cantão de Appenzell, notaremos que a parte interior, habitada por católicos, e a exterior pelos protestantes, divergem tanto entre si como Neufchatel e Lucerna. Dum lado a instrução, o progresso, a força e a harmonia; do outro, a ignorância e a pobreza, o mal estar e a desordem, o definhamento e a morte.»

 

Na página 367: «...Quais são as nações mais ricas, mais prósperas e felizes do mundo? Toda a gente sabe isso, porque na boca de todos andam os nomes da Inglaterra, Alemanha, EUA, Canadá, Suécia, Japão... Pergunta-se: que religião professam? É católica alguma dessas nacionalidades? Não! São protestantes, budistas ou livres-pensadoras. Grande parte dos seus habitantes não tem mesmo religião alguma. Mas os povos católicos? ... que é Portugal e quem somos nós, portugueses? Escravos duma nacionalidade exausta, com um povo devorado até aos ossos, cheio de fome, sem liberdade, fanatizado, escravizado, inconsciente, miserável... É católica a Espanha. Mas que é a Espanha? Uma nação depauperada, como nós também exausta e decadente, também enferma e aviltada. O jesuitismo minou-a desde os alicerces...É católica a Itália. Mas essa só agora começa a libertar-se, fazendo substituir o templo pela escola, o frade pelo professor, o devoto pelo industrial. Porque a Itália tem sido um foco imenso de miséria moral e económica. ...É católica a Áustria. Mas como Portugal, e a Espanha, a Áustria é uma nação vencida, onde vegeta um povo miserável, em perpétuo conflito consigo próprio, os negócios sempre mal... Isto sem sairmos da Europa, porque o mesmo acontece nas duas Américas. Pois que são o Paraguai, o Brasil, o Chile, o Equador, o México, a Bolívia, católicos, comparados com os povos do norte, protestantes? ...Laveleye, que nos fornece o melhor destes dados, acentua, em conclusão, que o catolicismo é, com efeito, a causa principal da decadência duma nacionalidade...»

publicado por leituras azedas às 10:45
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Padre Jardim Moreira em desacordo com a Igreja

publicado por leituras azedas às 22:41
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Os benefícios do novo Serviço Nacional de Saúde

publicado por leituras azedas às 15:58
link do post | comentar | favorito
|

O famigerado PL118

 

À Ex-Ministra da Cultura Srª Gabriela Canavilhas:

 

De todos os criadores de obra de arte, os músicos e os cineastas registados com direitos a receber por intermédio da SPA, são sem sombra de dúvida os mais privilegiados. Os músicos são sem dúvida os que mais ludibriam os clientes, porque as editoras gostam de apresentar muita parra e pouca uva. Obrigam a que o criador faça uma quantidade razoável de temas para eles venderem gato por lebre, ou seja, um exemplo, 12 temas no disco para mascarar o preço, pois feitas as contas nem sempre se aproveitam duas músicas porque o resto é lixo com cheiro nauseabundo. Imaginem o meu fornecedor de carne a querer vender-me o rabo do boi ao preço do Filé mignon.

 

- Os escultores não recebem um tostão por cada cm3 de pedra que se vende nas pedreiras nem pelos transportes da sua matéria prima mas também não pagam taxa adicional por cada martelo e cinzel que compram. Não são vítimas dos ditos piratas pois nenhum gajo é doido ou habilidoso para descascar um pedregulho para depois o vender ou ornamentar o seu jardim.

 

- Os escritores não recebem nada por cada folha de papel vendida nas papelarias mas terão de pagar taxa por cada computador e seus suportes de armazenamento que compram. Mas há quem fotocopie livros de estudo por falta de dinheiro para comprar o livro que é caro e apenas o faz para estudar e não para revender.

 

- Não vale a pena citar todas as artes e sigo já para a 11ª.

 

- 11ª Arte - Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação). Esta arte é bastante pirateada (ou crakacada?). Quanto irão estes artistas criadores das novas tecnologias que impulsionam o avanço da ciência em todas as áreas? Será que a Srª. Canavilhas se lembrou deles na partilha do imposto no PL118?

 

E porque nos entretantos vi um artigo que me relembrou da minha meninice e achei que era mais uma prova da idiotice desse Projecto de Lei, aqui vai o endereço:

http://pedrocavaco.adamastor.org/2012/01/13/sobre-o-pl118/

 

Fiquem bem porque eu ando chateado à brava com esta loucura estúpida que só demonstra falta de lucidez.

publicado por leituras azedas às 00:37
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Os piratas somos nós

Vocês (idiotas) sabem que ao comprar um CD, mesmo sendo para armazenar dados pagam simplesmente isto: Por cada CD-R 0,05€ e por cada DVD-RW pagam 0,14€ imposto este para a SPA Sociedade Portuguesa de Autores ao abrigo do Decreto Lei nº 50/2004 de 24 de Agosto. Este imposto impostor diz-se ser para minorar os efeitos da pirataria. Foda-se! Eu não sou pirata!!!!

Agora imaginem a quantidade de CD's e DVD's que se vendem ao longo do ano e façam umas contitas por alto só para ver a maquia que entra nos cofres da SPA para distribuir pelos nossos queridos músicos inscritos. A maioria dos inscritos não consegue vender um único CD nem nunca gravou na puta da vida. Somente fizeram (pensam que fizeram pois são quase todas baseadas noutras que ouviram) uma musiquinha para registar na dita SPA mas, enfim!

Artigo 82.º Compensação devida pela reprodução ou gravação de obras

 

1 - No preço de venda ao público de todos e quaisquer aparelhos mecânicos, químicos, eléctricos, electrónicos ou outros que permitam a fixação e reprodução de obras e, bem assim, de todos e quaisquer suportes materiais das fixações e reproduções que por qualquer desses meios possam obter-se, incluir-se-á uma quantia destinada a beneficiar os autores, os artistas, intérpretes ou executantes, os editores e os produtores fonográficos e videográficos.

 

2 - A fixação do regime de cobrança e afectação do montante da quantia referida no número anterior é definida por decreto-lei.

 

3 - O disposto no n.º 1 deste artigo não se aplica quando os aparelhos e suportes ali mencionados sejam adquiridos por organismos de comunicação audiovisual ou produtores de fonogramas e videogramas exclusivamente para as suas próprias produções ou por organismos que os utilizem para fins exclusivos de auxílio a diminuídos físicos visuais ou auditivos. 

 

Os ditos artistas esquecem-se ou fingem esquecer-se que há muito tempo o CD não é mais do que um simples cartão de visita em formato redondo. E sabem perfeitamente bem que é graças à divulgação que conseguem espectáculos. Não houvesse internet com youtube à mistura e a grande maioria deles (nós), nem sequer seriam ouvidos ou vidos nos ecrans universais. Foi graças à divulgação e às trocas gratuitas que hoje muitos estão nos TOP's. Mas a SPA não tem ouvidos e as editoras também não, caso tivessem não haveria falsificações com plágios de bradar aos céus. Veja-se o flagrante caso do nosso querido Tony Carreira que registou canções na SPA como sendo autor e mesmo depois da bronca rebentar nem a SPA (que o deveria erradicar da Sociedade) nem as rádios e tv's deste país, que ao invés de tomaram uma atitude correcta ainda dão cobertura ao génio dos plágios.

 

Para quem duvida é só entrar no youtube e ver de forma bem esclarecedora, aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=OTbPfPtI7fo

 

Não bastasse isto, agora o Partido Socialista quer fazer aprovar uma lei para que todos os suportes informáticos tipo Pen drive, disco rígido e etc. sejam também taxados com o mesmo tipo de imposto em favor dos queridos da SPA (não confundam com os SPA's dos novos ginásios).

 

Será que os escultores, funileiros e gentes de outras áreas que criam obras extraídas dos seus cérebros recebem alguma migalha pela sua criatividade?!!!!

 

É que no meu fraco entender, por cada martelo, pincel, formão e todas as outras ferramentas deveriam levar com essa taxa em cima pois qualquer zé ninguém pode muito bem fazer cópias e deixá-las em casa para regalar o seu próprio olho. Vejam bem que não estou aqui a falar em copiar para depois ir vender na feira do relógio.

 

Se vocês forem burros, continuarão a comprar estas porras em Portugal, se forem espertos, entram na Net e compram em Espanha ou noutros países da UE pois compram mais barato e nem precisam de sair de casa. VOCÊS SÃO PIRATAS????

 

Partilho dos fundamentos do Ludwig Kripahll (nã nã nã nã, nada disso que vocês pensaram, apesar do nome ele é português e faz parte daqueles doidinhos que queimam as pestanas na área científica), ele, que se preocupa com as questões do COPYRIGHT, sabe explicar de forma clara este assunto no seu blog. Sigam o link: http://ktreta.blogspot.com/search/label/copyright

 

Gostaria de saber quem paga os direitos de autor aos inventores dos instrumentos musicais; ao inventor da música; aos inventores das harmonias; aos inventores dos diversos tipos de papel para imprimirem livros e por aí adiante.

 

Abaixo esse imposto IMPOSTOR.

Repassem e faça-se chegar isto ao parlamento.

publicado por leituras azedas às 13:13
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 20 de Agosto de 2011

Carlos Esperança em entrevista

publicado por leituras azedas às 15:55
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 17 de Julho de 2011

Até Deus é invocado na hora da paródia

publicado por leituras azedas às 02:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

AUREA - TV Special - 2. No No No No (I don't want to fall in love with you baby)

publicado por leituras azedas às 01:53
link do post | comentar | favorito
|

AUREA - TV Special - 3. The only thing that I wanted

publicado por leituras azedas às 01:52
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Banda Véiétu da cidade de Palmas - Tocantins - Brasil

Por poucos dias não ingressei nesta banda de 50tões pois recebi o convite quando já estava em Portugal. Fico com muita pena de não ter podido participar.

publicado por leituras azedas às 12:37
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Algumas páginas do Sermão...

. Padre Jardim Moreira em d...

. Os benefícios do novo Ser...

. O famigerado PL118

. Os piratas somos nós

. Carlos Esperança em entre...

. Até Deus é invocado na ho...

. AUREA - TV Special - 2. N...

. AUREA - TV Special - 3. T...

. Banda Véiétu da cidade de...

.arquivos

. Setembro 2013

. Maio 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Novembro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Setembro 2009

.favorito

. Será que conseguirei faze...

blogs SAPO

.subscrever feeds