Domingo, 13 de Setembro de 2009

Lá vai a minha azedura

Adorei Manuela Leite dilacerando a própria mente. Os neurónios de há alguns anos atrás morreram pelo que ouvi ontem no debate Sócrates x Manuela.

Será que algum dia vou esquecer quantos buracos tive de apertar no cinto quando ela foi ministra das finanças? Ficou tal período tão gravado na minha cachola que não há jeito de esquecer. Nem quero. Por isso mesmo eu não a quero a governar. Não gosto do seu estilo, não gosto das surpresas desagradáveis. Mal por mal, prefiro de longe o governo actual. Mais dinâmico, mais virado para o futuro e menos pactuante com os profissionais da fé.

A minha geração foi lesada em prol das gerações mais novas. Visão futurista com apostas permanentes no desenvolvimento intelectual. Basta de saias rodadas com folhinhos a impedir o avanço deste país.

Lógico que este governo não faz tudo à minha medida nem ao meu gosto. Mas algum faria ou fará? Não. Nem peço.

Com a força acérrima de outros deputados de esquerda foram feitas leis que apenas tardaram por não terem sido feitas há mais de 50 anos atrás.

Lei do divórcio. Lei da despenalização do aborto. Maior ajuda a quem precisa. Isenção de pagamento de medicamentos a quem ganha pouco e se encontra em idade avançada. Maior responsabilidade e qualidade no SNS.

Os nossos direitistas continuam agarrados aos interesses económicos do capitalismo que tudo quer ter na mão. Tipo USA, onde tudo é privado, até a morte dos desprotegidos que morrem em privado debaixo das pontes porque os grandes economistas acham que só o sector privado é competente e bom. É bom porque dá lucro.

Lembrei-me agora de uma coisa que caiu no esquecimento dos portugueses otários:

A Igreja quis um canal de televisão e usou de todas as manhas conhecidas para o conseguir.

Ludibriou as autoridades alegando que era fundamental para a divulgação dos valores cristãos.

Ludibriou os cristãos sacando-lhes a massa para a abertura do canal tão necessário.

Levou pouco tempo para saberem que aquilo era um monte de prejuízo e que nem falta lhes fazia pois continuariam a ter as benesses da TV pública do estado laico sem terem de desembolsar o cacau.

Vai daí, venderam. E que dinheiro devolveram aos que contribuíram? Nada. Lindo!!!!! Abarbataram-se com o carcanhol e nem edifícios sociais construíram com o dinheirão.

É de gente com esta mentalidade que eu não desejo a este país.

Em Coimbra, nasceu um projecto de grande necessidade, A Ponte Europa. Foi financiada com dinheiro dos impostos dos cidadãos europeus. A obra cresceu, a dada altura parou, (acho que detectaram defeitos de projecto e ao que ouvi também, faltou o graveto). Vai daí, entra um novo Presidente de Câmara, pessoa muito dedicada aos altares. E resolveu por instinto. Mudou o nome da ponte em favor da digníssima Rainha Santa Isabel (principal financiadora do projecto). Mesmo assim tivemos muita sorte porque não se lembrou de a meio a alargar uns metros para construir mais uma igreja que tanta falta nos faz para ganhar o pão-nosso de cada dia. Para mim e para muitos outros, continuamos a chamar-lhe Ponte Europa.

Haja respeito.

publicado por leituras azedas às 14:51
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